​© 2013 por Luisa Restelli


 

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Dança do Ventre ajuda a lidar com questões emocionais

March 5, 2014

Artigo publicado no site Personare. 

 

A Dança do Ventre pode ajudar a mulher a lidar com questões emocionais. Mas antes de entender como isso funciona, é preciso perceber que tudo o que está na mente reflete no corpo e vice versa. Desta forma, nossas vivências, boas e ruins, refletem em nosso corpo. Nossos sentimentos, expressos e não-expressos, estão impressos em nosso corpo. Nossas tensões, nossos alívios... tudo passa pelo corpo e do corpo pela mente.

 

Sentimos com o corpo e também percebemos nossos sentimentos pelas sensações corporais. Dizemos que estamos tensos e percebemos nossos ombros enrijecidos. Sentimos "frio na barriga" e até dor de barriga quando nervosos e ansiosos. Temos "calafrios" quando algo é assustador. O coração bate forte quando vemos aquela pessoa por quem estamos apaixonados. E prendemos a respiração quando levamos um susto. Entre muitos exemplos, isso mostra que estamos sempre vivenciando as experiências com o corpo, e também do corpo com a mente. Se passarmos a andar mais curvados ou mais de peito aberto, nossa sensação em relação à vida também muda. Um sorriso faz mudar o sentimento, da mesma forma que o sentimento pode gerar o sorriso. Não é causa e efeito, mas uma simples (e também complexa) unidade.

 

 

EXPERIÊNCIAS, SENTIMENTOS E EMOÇÕES SÃO REFLETIDOS NO CORPO

 

Segundo a teoria da Psicoterapia Corporal, proposta por Wilhelm Reich, nosso corpo é um corpo simbólico e as funções corporais e psicoemocionais são completamente interligadas. Isso significa que somos uma unidade inseparável e por mais que tentemos evitar entrar em contato com sensações e vivências dolorosas, elas se manifestam no corpo. Quando há a vivência de uma situação emocionalmente intensa que não pôde ser elaborada, nos defendemos formando bloqueios de energia em determinado local do corpo, que corresponde a esta emoção. É uma defesa corporal àquele tipo de situação que não foi elaborada de maneira saudável. É como jogar a poeira para debaixo do tapete. Você não quer olhar para aquilo, então, por defesa, esconde a poeira e vai acumulando-a, encoberta, ali embaixo. Da mesma maneira, bloqueamos a circulação de energia na região onde a emoção foi depositada, na tentativa de não entrar em contato com sua existência. Estes mecanismos de defesa podem se tornar crônicos no corpo, comprometendo sua saúde total. Tais bloqueios de energia, os quais chamamos de couraças, podem tornar determinada musculatura hipertônica (enrijecida), hipotônica (flácida, sem tônus muscular) ou trazer alterações no funcionamento geral do corpo.

 

Tudo isso nos leva a crer que é preciso dar a si mesmo e ao seu corpo a devida atenção e cuidado, pois o corpo contém as profundezas do ser. Ao trabalhar o corpo, seja alongando, mexendo, massageando e entrando em contato com cada região, vamos afrouxando nossas couraças e desbloqueando a região, permitindo que a energia circule mais livremente.

 

Com isso, também é possível que entremos em contato com as emoções bloqueadas nestas áreas e precisemos lidar com elas. Sendo assim, um trabalho de Dança do Ventre como caminho terapêutico auxilia neste desbloqueio e traz ferramentas, além do suporte da terapeuta, para ajudar a lidar com o que for descoberto. Este processo pode ser mais ou menos intenso/profundo, dependendo da entrega de cada mulher ao trabalho (e a si mesma).

 

 

DANÇA DO VENTRE AFROUXANDO AS COURAÇAS

 

Como a Dança do Ventre mexe profundamente com todo o corpo - e não só com o ventre - trazendo consciência corporal, alongamento e flexibilizando as passagens de energia, a atividade se torna uma grande ferramenta terapêutica. Nesta dança, descobrimos inúmeras possibilidades corporais, experimentando uma gama de movimentos antes nem cogitados. Vamos lá no fundo da musculatura e aprendemos a movimentá-la separadamente. É um trabalho profundo de dissociação corporal, que simultaneamente nos leva a integração deste corpo. Afinal, por mais que pareça que está tudo separado, nenhum movimento é feito sem a colaboração integral de todo o corpo. Assim, vamos conhecendo e movimentando cada parte, descobrindo lugares nunca antes visitados.

 

O corpo vai sendo trabalhado juntamente com as emoções, já que são interligados, e as couraças vão se afrouxando. Com o movimento e o fluxo de energia fluindo pelo corpo, se em algum ponto a energia estiver estagnada, a pessoa pode vir a perceber este bloqueio. E é nesse ponto que iremos trabalhar mais profundamente em um olhar terapêutico individual, entrando em contato com as emoções reprimidas ali e tentando flexibilizar e integrar esta região, tanto corporal quanto emocional.

 

Os movimentos originais da Dança do Ventre são orgânicos, inspirados nos animais e em toda a natureza. Entramos em contato com movimentos naturais que propiciam o fluxo de energia e o contato profundo com nossa própria essência. Desta forma, o movimento corporal na Dança do Ventre, com um suporte terapêutico, o conceito orgânico e a filosofia oriental de sua origem, podem ajudar a abrandar as couraças e tornar o corpo e a mente mais saudáveis, flexíveis à vida e receptivos ao novo e à felicidade.

 

"O corpo é o inconsciente visível", Wilhelm Reich.

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