​© 2013 por Luisa Restelli


 

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Você está onde se coloca 
Como as crenças limitantes agem em nossa vida

Luisa Resttelli Dez, 2015

 

 

Você já parou para refletir quais as crenças que você carrega que tem limitado sua vida? Primeiro, é preciso compreender que, em si, a vida é neutra. Todo e qualquer acontecimento, toda e qualquer situação é neutra. Nós que colocamos significado na vida, nós que a colorimos ou tiramos a cor. Nós que interpretamos e significamos cada segundo do dia a dia. Mas em si, tudo é neutro. 

 

Nós colocamos significado a partir, e somente a partir, de referências anteriores. Se olhamos algo que não sabemos o que é, logo associamos a algo já conhecido ou tentamos adivinhar pra que serve. Tudo baseado em experiências passadas. Não temos como significar nada sem um conhecimento prévio. Vamos colocando nosso próprio significado para cada situação da vida. Por este motivo, um mesmo objeto ou uma mesma situação é percebida por cada um de maneira diferente. Podem até soar parecidas, mas cada um vê e significa de uma forma. 

 

Isso, por exemplo, é uma das grandes dificuldades das relações. À medida em que cada um percebe de um jeito, interpretamos cada situação a partir de nossas próprias experiências. Criamos expectativas a partir das nossas demandas criadas por nossas vivências passadas e acabamos nos relacionando com a interpretação, expectativas e crenças nossas e da outra pessoa. Interpretamos os atos do outro de acordo com nossa própria referência. Isso faz com que uma situação, que para um não teria nenhum problema, para o outro pode mexer profundamente em registros de dor. 

 

Criamos crenças a partir de experiências passadas

 

É importante perceber que a partir da nossa história, criamos crenças a respeito de nós mesmos e da vida. Ao longo de nossa trajetória, vamos vivenciando situações boas e ruins, fáceis e difíceis, e a partir delas vamos criando nossos próprios conceitos e crenças à respeito de nós e do mundo. Neste processo, criamos crenças limitantes que vão regendo nossa vida sem nem percebermos. Em algum ponto de sua história você passa a acreditar, por exemplo, que se você não for de determinada maneira, você não irá receber amor. E o que estamos sempre buscando nessa vida? Ser amado e ser feliz. É o que todos nós queremos, não é mesmo? Sendo que o “ser feliz” está intimamente ligado ao “ser amado” em sentidos diversos. É só observar e você verá que também busca por isso. 

 

Mas em algum ponto de nossa história, que geralmente é lá no início, ao longo da infância e adolescência (e que vai sendo reforçado ao longo da vida), criamos crenças à nosso respeito a partir do que entendemos de determinada experiência. São muitos os exemplos de crenças limitantes que alimentamos sem perceber: “Eu não posso”, “Eu não consigo”, “Eu não mereço”, “É sempre assim”, “Preciso ser perfeita”, “Não sou boa o suficiente”, “Se eu não for assim, não vão me amar”, e por aí vai. Essas crenças limitam nossas ações no mundo, principalmente quando elas estão muito inconscientes, pois acabamos nos colocamos e nos posicionamos na vida de determinada maneira baseada nesta crença. 

 

Qual a sua crença? 

 

Se você, por exemplo, acredita que precisa ser perfeito, você precisa se cercar de todas as formas para não desagradar o outro. Assim, é possível que você tenha dificuldade em dizer não, dificuldade em se posicionar diante de algo que lhe desagrade e acabe engolindo sapos. É possível que, com isso, você esteja sempre se adequando ao que o outro acha que você deveria ser, se moldando para ser impecável e estar sempre sob o controle das situações. Ou então, talvez você acredite que não é merecedora de sucesso profissional ou merecedora de ser feliz em uma relação. E com isso, você está sempre se diminuindo em relação aos outros, não se permitindo crescer na vida, brilhar e ter seu lugar ao sol. Talvez você acredite que não é capaz de se sustentar com as próprias pernas e tem um medo enorme de ser independente emocionalmente, ou um medo enorme de estar sozinho e de ser dono de sua própria vida. Essa crença de que não é capaz te trava em suas ações, onde você pouco arrisca por não acreditar que consegue e deixa de ir atrás do que realmente quer por acreditar que não vai conseguir por si mesmo. São muitos os possíveis desdobramentos comportamentais de uma crença. E quanto mais inconsciente, mais poder tem e mais nos limita e atravanca. 

 

A partir dessas crenças, vamos criando maneiras padronizadas de nos comportar e reagir, o que acaba se tornando uma armadilha que atrai exatamente o que buscamos evitar. É importante que possamos começar a olhar para quais as crenças que tem regido nossas vidas. O que você, lá no fundo, acredita à seu respeito e à respeito de sua vida? Quais crenças tem te limitado? O que, a partir dessas crenças, você tem criado em sua vida? Olhar de frente pra elas e compreender de onde elas vem e como foram criadas é um grande passo para transformá-las.